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2º lote de restituição do IR 2026: quem vai receber em 30 de junho — e por que o empresário precisa agir antes disso

15 de junho de 2026

Dia 30 de junho está chegando. E com ele, o segundo superlote de restituição do Imposto de Renda 2026 — que deve fechar mais de 80% de todos os pagamentos deste ano.

Para boa parte dos contribuintes, a espera acaba aqui. Para outros — especialmente empresários, sócios e MEIs — pode ser o momento em que descobrem que têm um problema.

Se você é dono de empresa, sócio de algum negócio, recebe pró-labore ou faz distribuição de lucros, este artigo é direto para você. Porque a malha fina do IR não afeta só quem erra no preenchimento da declaração pessoal. Ela afeta quem tem a contabilidade da empresa desorganizada.


O que a Receita Federal confirmou sobre o 2º lote

O Ministério da Fazenda confirmou oficialmente, em 1º de junho de 2026, as datas do calendário de restituição do IRPF 2026:

  • 1º lote: 29 de maio ✅ (já pago — R$ 16 bilhões para 8,7 milhões de contribuintes, recorde histórico)
  • 2º lote: 30 de junho 📅 ← você está aqui
  • 3º lote: 31 de julho
  • 4º lote: 31 de agosto
    A expectativa da Receita é que, após o pagamento do 2º lote, mais de 80% de todas as restituições do ano já tenham sido processadas e depositadas.

O pagamento é feito diretamente na conta bancária informada na declaração ou via Pix, desde que a chave cadastrada seja o CPF do titular.


Quem tem prioridade no 2º lote?

A ordem de recebimento segue critérios legais definidos pela Receita Federal. Em linhas gerais, os primeiros da fila são:

  1. Idosos com 80 anos ou mais
  2. Contribuintes entre 60 e 79 anos
  3. Pessoas com deficiência física, mental ou doença grave
  4. Professores
  5. Contribuintes que usaram declaração pré-preenchida e optaram por receber via Pix (novidade que ganhou peso neste ano)
  6. Demais contribuintes — pela ordem de entrega da declaração
    Segundo a Receita Federal, o IR 2026 bateu recorde: 44.498.717 declarações entregues dentro do prazo, superando a expectativa de 44 milhões. Isso significa que a fila é grande — e quem entregou mais cedo sai na frente.

O perigo real para quem é empresário ou sócio de empresa

Aqui está o ponto que a maioria dos artigos sobre restituição do IR não aborda — e que afeta diretamente você.

O cruzamento de dados da Receita Federal não analisa só a declaração de pessoa física. Ele cruza informações da empresa com as informações pessoais do sócio. Quando há divergência, a declaração fica retida na malha fina.

Os erros mais comuns que jogam o empresário na malha fina:

1. Pró-labore não informado corretamente
O pró-labore é o salário do sócio que trabalha na empresa. Ele deve ser declarado pela empresa na DIRF (Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte) e também pelo sócio no IR pessoal. Se os valores não baterem, a Receita retém a declaração.

2. Distribuição de lucros não formalizada
Lucros distribuídos sem o devido registro contábil e lançamento correto na declaração são uma das principais causas de malha fina para empresários. A Receita Federal cruza os valores declarados pelo sócio com os que a empresa reportou.

3. Rendimentos de pessoa jurídica omitidos
Se a empresa pagou honorários, aluguéis ou outros valores ao sócio e esses valores não aparecem devidamente na declaração de pessoa física, há risco de retenção.

4. Contabilidade desatualizada ou com erros na DIRF
Se a contabilidade da empresa não emitiu o informe de rendimentos correto para o sócio, o sócio declara com um valor — e a Receita tem outro. Resultado: malha fina.

5. MEI com DAS em atraso
O MEI que está com o DAS em atraso pode ter a situação cadastral irregular, o que interfere na regularidade fiscal geral — incluindo o processamento da restituição.


Como saber se você está na malha fina antes do dia 30

A consulta à situação da sua declaração pode ser feita agora pelos canais oficiais da Receita Federal:

  • Portal e-CAC (eCAC.receita.fazenda.gov.br) — com login gov.br nível Prata ou Ouro
  • Aplicativo Meu Imposto de Renda — disponível para iOS e Android
  • Site da Receita Federal (receita.fazenda.gov.br/irpf)
    Se sua declaração estiver na malha fina, o sistema vai mostrar isso — e indicar o motivo da retenção.

Não deixe para descobrir no dia 30 que o dinheiro não caiu na conta.


O que fazer se estiver na malha fina

Passo 1 — Identifique o motivo
Acesse o e-CAC e veja exatamente qual foi a divergência apontada. A Receita informa o tipo de inconsistência — rendimentos, deduções, CNPJ vinculado etc.

Passo 2 — Corrija com declaração retificadora (se o erro for seu)
Se o problema está na sua declaração pessoal — valor errado, dedução incorreta, rendimento omitido — é possível enviar uma declaração retificadora e aguardar o reprocessamento.

Passo 3 — Corrija na fonte (se o erro é da empresa)
Se o problema é na DIRF da empresa, no informe de rendimentos, nos lançamentos de pró-labore ou distribuição de lucros — o contador da empresa precisa corrigir. A simples retificadora pessoal não resolve se a base de dados da empresa está errada.

Passo 4 — Aguarde o atendimento (se preferir provar que está certo)
Em alguns casos, o contribuinte tem razão e a inconsistência é da Receita. Nesse caso, pode agendear atendimento para apresentar documentação comprobatória.

Atenção: a restituição não é perdida por cair na malha fina. O valor fica disponível até um ano para resgate no Banco do Brasil, caso haja erro nos dados bancários. Mas enquanto a pendência não é resolvida, não há pagamento.


O que muda em 2026: pré-preenchida e Pix como diferencial

Este ano a Receita Federal trouxe duas mudanças importantes que afetam a ordem de pagamento:

Declaração pré-preenchida — contribuintes que usaram o modelo pré-preenchido da Receita passaram a ter prioridade antecipada no recebimento. A lógica é simples: se os dados vieram da Receita, há menos erro e menos risco de malha fina.

Pix vinculado ao CPF — quem optou por receber via Pix com chave cadastrada no CPF também ganhou prioridade. Além da velocidade no depósito, o Pix elimina o risco de o dinheiro ficar travado por erro de dados bancários.

Para 2027, a recomendação já está clara: use pré-preenchida, escolha Pix, entregue cedo.


Exemplo prático: o empresário que não sabia que estava na malha fina

Imagine um médico sócio de uma clínica que recebe R$ 8.000 de pró-labore e fez distribuição de lucros de R$ 120.000 ao longo de 2025.

O pró-labore foi registrado pela clínica, mas o informe de rendimentos foi emitido com um valor diferente do que constava na folha — erro da contabilidade. Na declaração de IR pessoal, ele informou o valor correto do pró-labore.

Resultado: a Receita tem dois números diferentes para o mesmo CPF. A declaração cai na malha fina. O médico entregou dentro do prazo, sem erro pessoal, mas vai precisar regularizar a situação na empresa antes de receber.

Esse tipo de problema é silencioso — e muito comum. A solução começa com uma revisão da contabilidade da empresa, não da declaração pessoal.


Checklist: o empresário e o IR 2026

  • Já consultei minha situação no e-CAC ou no app Meu Imposto de Renda?
  • O pró-labore que recebi em 2025 está corretamente declarado no meu IR pessoal?
  • O informe de rendimentos que a empresa me forneceu bate com o valor que declarei?
  • A distribuição de lucros de 2025 foi devidamente formalizada e registrada?
  • Minha empresa enviou a DIRF corretamente para a Receita?
  • Minhas chaves Pix estão atualizadas no cadastro do CPF?
  • Tenho DAS do MEI em atraso que possa estar comprometendo minha regularidade fiscal?
  • Já indiquei a chave Pix como forma de receber a restituição?

Calendário completo de restituição do IR 2026

LoteData de pagamentoStatus
1º lote29 de maio de 2026✅ Pago (R$ 16 bi — recorde histórico)
2º lote30 de junho de 2026📅 Em 15 dias
3º lote31 de julho de 2026🔜 Aguardando
4º lote31 de agosto de 2026🔜 Aguardando

Fonte: Ministério da Fazenda / Receita Federal — publicado em 01/06/2026


FAQ — Perguntas frequentes

O que pode me impedir de receber no 2º lote?

Declaração entregue fora do prazo prioritário, uso de declaração tradicional (sem pré-preenchida), não opção pelo Pix, e — principalmente — declaração retida na malha fina por divergências de dados. Para empresários, o risco de malha fina costuma estar ligado a problemas na contabilidade da empresa, não apenas em erros pessoais.

Como consulto se estou no 2º lote de restituição?

Pela Receita Federal, via e-CAC (com login gov.br nível Prata ou Ouro) ou pelo aplicativo Meu Imposto de Renda. A consulta ao 2º lote deve ser liberada alguns dias antes do pagamento, em 30 de junho.

Caí na malha fina. Vou perder a restituição?

Não. A restituição fica disponível para resgate no Banco do Brasil por até um ano. Mas enquanto a pendência não é regularizada, o dinheiro não cai. Quanto antes resolver, menos tempo esperando.

Sou sócio de empresa. O problema pode ser na contabilidade da empresa?

Sim — e é exatamente esse o cenário mais comum. Se o informe de rendimentos emitido pela empresa tiver valores diferentes dos que você declarou, a Receita vai reter sua declaração. O primeiro passo é verificar com o contador da empresa se a DIRF e os informes estão corretos.

Como o empresário evita malha fina no próximo ano?

Mantendo a contabilidade da empresa em dia o ano todo: pró-labore lançado mensalmente, distribuição de lucros formalizada com ata ou registro contábil, DIRF entregue corretamente e informe de rendimentos emitido sem erros. Uma contabilidade estratégica resolve isso automaticamente.

Posso retificar minha declaração depois de ter enviado?

Sim. A retificação pode ser feita pelo mesmo programa ou pelo e-CAC, a qualquer momento dentro do prazo de 5 anos. Se a malha fina foi causada por um erro na sua declaração pessoal, a retificadora resolve. Se o erro é da empresa, a correção precisa partir da empresa.

O IR 2026 mudou algo para sócios e empresários?

As regras de tributação de sócios não mudaram estruturalmente em 2026. O que mudou foi a prioridade de pagamento (pré-preenchida e Pix sobem na fila) e o calendário passou de 5 para 4 lotes, concentrando os pagamentos antes. Para sócios, o ponto de atenção continua sendo a qualidade da contabilidade da empresa — que alimenta os dados que a Receita usa para cruzar com a declaração pessoal.


Conclusão: 30 de junho está chegando

O 2º lote de restituição do IR 2026 vai depositar dinheiro na conta de milhões de contribuintes. A maioria vai receber sem problema. Mas para os empresários, sócios e MEIs que não têm a contabilidade organizada — ou que nunca verificaram se sua declaração está livre de divergências —, o dia 30 pode ser uma surpresa desagradável.

A boa notícia: ainda dá tempo de verificar, identificar o problema e agir.


Fale agora com a Acies Contabilidade

Se você é empresário, sócio ou MEI e quer saber se sua situação está regularizada antes do dia 30 de junho — ou se caiu na malha fina e precisa entender o que fazer —, a equipe da Acies Contabilidade está pronta para te ajudar.

A gente verifica:

✅ Se o pró-labore e a distribuição de lucros estão corretamente declarados
✅ Se o informe de rendimentos da sua empresa está correto
✅ Se há alguma divergência que pode estar travando sua restituição
✅ O que precisa ser regularizado — e em quanto tempo

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Não espere o dia 30 para descobrir que tem um problema. Resolva agora.

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