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Último lote do PIS/Pasep 2026 sai em 17 de agosto: o que o empregador precisa saber para não gerar passivo trabalhista

10 de agosto de 2026

💰 Sai em 17 de agosto: O último lote do PIS/Pasep 2026 será liberado em 17 de agosto para trabalhadores nascidos em novembro e dezembro. São aproximadamente 4,35 milhões de beneficiários e cerca de R$ 5,4 bilhões em pagamentos — com valores de até R$ 1.621 (um salário mínimo) para quem trabalhou 12 meses com carteira assinada em 2024. Mas há um detalhe que muitos empregadores ignoram: se os dados do funcionário não foram enviados corretamente ao eSocial ou à RAIS, ele pode não estar habilitado para receber — e a empresa pode ser responsabilizada por isso. Fontes: Mix Vale (07/08/2026); Portal de Prefeitura (08/08/2026); Folha do Leste (05/08/2026); Revista Fórum (07/08/2026); Codefat / MTE.


O que é o PIS/Pasep e por que todo empregador precisa entender

O abono salarial PIS/Pasep é um benefício garantido pela Constituição Federal (art. 239) para trabalhadores com vínculo formal de emprego. Funciona como um complemento de renda anual — e quem tem direito pode receber até um salário mínimo extra por ano, sem precisar pedir, sem precisar se inscrever e sem nenhum custo para o trabalhador.

Quem paga o benefício não é a empresa — é o governo federal. A Caixa Econômica Federal paga o PIS para trabalhadores da iniciativa privada. O Banco do Brasil paga o Pasep para servidores públicos.

Mas há um papel fundamental que a empresa tem nesse processo — e que muitos empresários desconhecem: é a empresa que alimenta o sistema com as informações que habilitam ou não o trabalhador ao benefício. Se a empresa não informou corretamente os dados ao eSocial ou à RAIS, o funcionário simplesmente não aparece como habilitado — e não recebe. E a empresa pode ser responsabilizada por isso.


Os números do último lote de 2026

Nesta última parcela do calendário, cerca de 4,35 milhões de trabalhadores estão aptos a receber o abono. Ao todo, serão liberados aproximadamente R$ 5,4 bilhões. Entre os beneficiários, cerca de 3,8 milhões são trabalhadores da iniciativa privada, que recebem o PIS pela Caixa Econômica Federal. Outros 500 mil são servidores públicos contemplados pelo Pasep, com pagamento realizado pelo Banco do Brasil.

O pagamento final do abono salarial PIS/Pasep de 2026 se aproxima. O derradeiro lote será liberado em 17 de agosto, beneficiando trabalhadores que nasceram em novembro e dezembro e preenchem os requisitos do programa. O Ministério do Trabalho e Emprego confirmou oficialmente a data de liberação para este grupo em 7 de agosto de 2026, marcando o encerramento do cronograma regular de pagamentos, que teve início em fevereiro deste ano.

Calendário completo do PIS/Pasep 2026

Mês de nascimentoData de liberaçãoSituação
Janeiro e fevereiroFevereiro/2026✅ Pago
Março e abrilMarço/2026✅ Pago
Maio e junhoAbril/2026✅ Pago
Julho e agostoMaio/2026✅ Pago
Setembro e outubroJulho/2026✅ Pago
Novembro e dezembro17/08/2026⏳ Último lote

Os valores estarão acessíveis até 30 de dezembro de 2026. Após essa data, caso o trabalhador não tenha retirado o benefício, será necessário seguir um processo específico para reaver os recursos.


Quem tem direito ao PIS/Pasep 2026

Para receber o abono salarial de 2026 (ano-base 2024), o trabalhador precisa atender cumulativamente a todos estes requisitos:

RequisitoDetalhe
Cadastro no PIS/PasepInscrito há pelo menos 5 anos no programa
Vínculo formalTrabalhou com carteira assinada em 2024
RendaRecebeu até 2 salários mínimos de remuneração média mensal em 2024
Dados corretosEmpregador informou os dados corretamente ao eSocial ou à RAIS
Prazo de informaçãoOs dados foram enviados dentro do prazo estabelecido pelo MTE

⚠️ Quem NÃO tem direito: autônomos, MEIs sem funcionários, profissionais liberais sem vínculo CLT, trabalhadores domésticos (PIS doméstico segue regra diferente) e trabalhadores que receberam acima de 2 salários mínimos em 2024.


A mudança de 2026 que poucos sabem: limite passa a ser corrigido pelo INPC

Esse valor merece atenção porque a regra mudou em 2026. O governo passou a corrigir o limite de renda pelo INPC, conforme as novas regras do abono salarial.

Antes de 2026, o teto de renda para ter direito ao PIS/Pasep era corrigido anualmente pelo reajuste do salário mínimo. Como o salário mínimo costuma crescer acima da inflação, o limite acompanhava esse crescimento.

A partir de 2026, o limite passa a ser corrigido apenas pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Como o INPC geralmente fica abaixo do reajuste do salário mínimo, isso significa que menos trabalhadores podem se qualificar ao longo dos anos — porque o salário deles pode crescer mais rápido do que o teto de elegibilidade.

Na prática para 2026: o limite para 2024 (ano-base) ainda é de 2 salários mínimos de 2024 (R$ 2.824). Mas a tendência é que esse teto cresça mais lentamente nos próximos anos, excluindo gradualmente trabalhadores que antes se qualificavam.


O papel do empregador: onde a empresa entra nessa história

Aqui está o ponto que mais empresários desconhecem — e que pode gerar passivo trabalhista:

A habilitação do funcionário para o PIS depende dos dados que a empresa enviou ao eSocial ou à RAIS.

Ter carteira assinada em 2024 não garante, sozinho, o pagamento. O trabalhador precisa que o empregador tenha enviado corretamente as informações de renda e tempo de trabalho ao eSocial (para vínculos a partir de quando o eSocial substituiu a RAIS) ou à RAIS (para vínculos anteriores).

Se a empresa:

  • Não declarou o funcionário no eSocial dentro do prazo
  • Enviou o valor de remuneração errado (abaixo ou acima do real)
  • Não comunicou corretamente o tempo de trabalho (meses)
  • Enviou eventos com erro de CPF ou data de nascimento

→ O funcionário pode não aparecer como habilitado para o PIS — e não receber o benefício a que tem direito.

O risco trabalhista

O funcionário que não recebe o PIS por falha do empregador pode:

  • Registrar reclamação no Ministério do Trabalho
  • Incluir o valor na ação trabalhista em caso de rescisão
  • Acionar a empresa por danos materiais correspondentes ao valor não recebido

O valor em jogo pode parecer pequeno individualmente (até R$ 1.621), mas uma empresa com 20 funcionários que não informou o eSocial corretamente pode ter um passivo de até R$ 32.420 em PIS não pago — além das multas por entrega incorreta.


Como verificar se os funcionários da sua empresa estão habilitados

Para o empregador — verificação pelo eSocial

  1. Acesse o Portal eSocial (esocial.gov.br) com certificado digital ou conta gov.br
  2. Vá em "Consultas" > "Consulta de Trabalhadores"
  3. Verifique se todos os funcionários ativos em 2024 constam com os dados corretos de remuneração e tempo de trabalho
  4. Identifique eventuais eventos com erro de processamento que precisem de retificação

Para o funcionário — consulta individual

A consulta pode ser feita pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital, pelo Portal Emprega Brasil ou pelo telefone 158, canal do Ministério do Trabalho e Emprego.

O trabalhador também pode verificar pelo aplicativo da Caixa (para PIS) ou pelo Banco do Brasil (para Pasep) se há valor disponível para saque.


Como calcular o valor do PIS/Pasep que o funcionário deve receber

O cálculo é simples — e vale verificar se está correto:

Meses trabalhados com carteira assinada em 2024Valor do abono (2026)
1 mêsR$ 135,08
2 mesesR$ 270,17
3 mesesR$ 405,25
4 mesesR$ 540,33
5 mesesR$ 675,42
6 mesesR$ 810,50
7 mesesR$ 945,58
8 mesesR$ 1.080,67
9 mesesR$ 1.215,75
10 mesesR$ 1.350,83
11 mesesR$ 1.485,92
12 mesesR$ 1.621,00

✅ A fórmula: Salário mínimo vigente (R$ 1.621) ÷ 12 × número de meses trabalhados


O que fazer se o funcionário não aparece como habilitado

Passo 1 — Verificar a causa no eSocial

Acesse o eSocial da empresa e verifique se o funcionário foi declarado corretamente para o período de 2024. Erros comuns:

  • CPF informado errado
  • Data de admissão ou demissão incorreta
  • Remuneração declarada acima de 2 salários mínimos (exclui do benefício)
  • Eventos não processados corretamente

Passo 2 — Retificar se necessário

Se identificado erro na declaração, retifique o evento no eSocial o mais rápido possível. O prazo para que a retificação seja reconhecida pelo sistema de habilitação do PIS é de até 10 dias úteis.

Passo 3 — Comunicar o funcionário

Informe o funcionário sobre a situação e oriente-o a verificar a habilitação pelo app Carteira de Trabalho Digital após a retificação.

Passo 4 — Acompanhar o prazo de saque

O dinheiro liberado em agosto pode ser sacado até 30 de dezembro de 2026 — depois dessa data, o valor não pago retorna ao Fundo de Amparo ao Trabalhador. Ou seja: mesmo que o funcionário não receba em agosto, ainda há tempo de regularizar a habilitação e sacar até dezembro.


Atenção: golpes usando o nome do PIS/Pasep

Todo ano, criminosos aproveitam o período de pagamento do PIS/Pasep para aplicar golpes. As formas mais comuns em 2026:

  • Mensagens no WhatsApp prometendo "liberar" o PIS mediante pagamento de taxa
  • Links falsos que imitam o site da Caixa ou do Banco do Brasil
  • Ligações pedindo dados bancários para "desbloquear" o benefício
  • Aplicativos não oficiais que pedem login e senha do gov.br

As orientações reforçam que a consulta e o recebimento são gratuitos e devem ser realizados apenas por canais oficiais, evitando golpes que solicitem pagamentos, senhas ou dados bancários.

A Caixa e o Banco do Brasil nunca pedem senha ou dados bancários por WhatsApp, SMS ou e-mail para liberar o PIS/Pasep.


Checklist: 10 ações para o empregador garantir que os funcionários recebam o PIS

  • 1. Verificar no eSocial se todos os funcionários com vínculo CLT em 2024 estão declarados corretamente
  • 2. Confirmar que os valores de remuneração mensais informados estão corretos — especialmente para quem recebeu variáveis (comissões, horas extras)
  • 3. Verificar se funcionários admitidos ou demitidos em 2024 têm as datas de admissão/demissão corretas no eSocial
  • 4. Identificar eventos com erro de processamento no eSocial e retificar antes do prazo de habilitação
  • 5. Comunicar os funcionários nascidos em novembro e dezembro que o último lote sai em 17 de agosto
  • 6. Orientar os funcionários a consultar a habilitação pelo app Carteira de Trabalho Digital ou pelo telefone 158
  • 7. Caso algum funcionário não apareça como habilitado, verificar a causa no eSocial e retificar se necessário
  • 8. Lembrar os funcionários do prazo de saque até 30 de dezembro de 2026 — valores não sacados voltam para o FAT
  • 9. Alertar a equipe sobre golpes — orientar que o PIS nunca exige pagamento de taxa ou informação de senha
  • 10. Consultar o contador para verificar se todas as obrigações do eSocial referentes a 2024 foram cumpridas corretamente

FAQ — Perguntas frequentes

1. Empresa do Simples Nacional precisa pagar o PIS/Pasep para os funcionários?
O abono salarial PIS/Pasep não é pago pela empresa — é pago pelo governo federal com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). A empresa não tem custo direto. Seu papel é apenas informar corretamente os dados ao eSocial ou à RAIS.

2. MEI pode ter funcionários que recebem PIS?
Sim. O MEI pode ter um funcionário CLT — e esse funcionário, se atender aos critérios, tem direito ao PIS. A responsabilidade do MEI é informar corretamente os dados ao eSocial.

3. Funcionário admitido em 2025 tem direito ao PIS de 2026?
O ano-base do PIS/Pasep de 2026 é 2024. Funcionário admitido em 2025 não tem direito ao abono deste ano — mas poderá ter direito no abono de 2027, cujo ano-base será 2025.

4. O que acontece com o dinheiro do PIS não sacado até 30 de dezembro?
O valor não pago retorna ao Fundo de Amparo ao Trabalhador após 30 de dezembro de 2026. O trabalhador perde o acesso ao valor pelo canal regular — e precisará de processo específico para recuperar os recursos.

5. Empresa que não declarou o funcionário na RAIS/eSocial pode ser multada?
Sim. A falta de entrega da RAIS ou o envio com informações incorretas pode resultar em multa administrativa. E o funcionário prejudicado pode acionar a empresa trabalhista ou perante o MTE.

6. Como saber se meu funcionário foi habilitado para o PIS?
O funcionário pode consultar pelo app Carteira de Trabalho Digital, pelo Portal Emprega Brasil ou pelo telefone 158. O empregador pode verificar pelo eSocial se os dados foram declarados corretamente.

7. A mudança do teto pelo INPC afeta os funcionários atuais?
Para 2026, o impacto ainda é limitado. O efeito se acumula ao longo dos anos — quem recebe próximo do limite de 2 salários mínimos pode deixar de ser elegível mais cedo do que pelo critério anterior. Monitore a situação anualmente.

8. Funcionário que trabalhou só 3 meses em 2024 tem direito ao PIS?
Sim, proporcionalmente. Pelo exemplo: 3 meses trabalhados = R$ 1.621 ÷ 12 × 3 = R$ 405,25 de abono. O benefício é proporcional ao tempo de trabalho formal.


Conclusão: o PIS é direito do funcionário — e a responsabilidade de informar é da empresa

O PIS/Pasep é um benefício que funciona quase que automaticamente para o trabalhador — mas só funciona quando o empregador fez a sua parte: informar os dados corretos ao eSocial ou à RAIS dentro do prazo.

A empresa que negligencia essa obrigação não perde apenas uma conformidade burocrática. Ela priva o funcionário de um direito constitucional — e pode responder por isso trabalhista e administrativamente.

Com o último lote saindo em 17 de agosto e o prazo de saque encerrando em 30 de dezembro, ainda há tempo de verificar se todos os funcionários estão habilitados, corrigir eventuais erros no eSocial e garantir que ninguém perca o benefício por falha da empresa.

Se você tem funcionários CLT e não tem certeza se as informações do eSocial estão corretas para 2024, a Acies pode fazer essa verificação agora — antes que o prazo de saque encerre e o passivo trabalhista se concretize.

👉 Tenho funcionários CLT e quero verificar se os dados do eSocial estão corretos para que eles recebam o PIS de 2026 — falar com a Acies agora


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