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Receita Federal sinaliza possível adiamento do prazo do Simples híbrido — mas os prazos atuais ainda valem. O que fazer agora

18 de setembro de 2026

🚨 Sinalização de hoje: O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, sinalizou nesta terça-feira (18 de setembro de 2026), em reunião com dirigentes do Sebrae, que o Fisco estuda adiar o prazo de setembro para a opção pelo Simples híbrido (recolhimento de IBS e CBS por fora do DAS) e criar um CNPJ técnico para facilitar o processo. As medidas ainda não estão oficializadas. Até que novos atos normativos sejam publicados, os prazos atualmente vigentes continuam sendo a referência. Em outras palavras: quem precisava decidir até 30 de setembro ainda precisa decidir até 30 de setembro — até que o contrário seja publicado no Diário Oficial. Fonte: Contábeis — reunião Receita Federal/Sebrae (18/09/2026).


O que foi sinalizado hoje — e o que isso significa

A reunião entre a Receita Federal e o Sebrae de hoje trouxe um dado novo que está circulando em todos os portais contábeis: o secretário especial Robinson Barreirinhas apresentou sinalizações sobre dois pontos que afetam diretamente a decisão de setembro do Simples Nacional.

Sinalização 1 — Possível adiamento do prazo para opção do Simples híbrido:
O Fisco estuda estender o período em que empresas do Simples Nacional podem optar pelo recolhimento de IBS e CBS pelo regime regular (por fora do DAS). Atualmente, esse prazo é 30 de setembro de 2026, com efeito no 1º semestre de 2027.

Sinalização 2 — Criação de um CNPJ técnico:
O Fisco também estuda criar um CNPJ técnico específico para operacionalizar o recolhimento de IBS e CBS por fora do DAS pelas empresas do Simples. Isso simplificaria a parte operacional do Simples híbrido.

O que ainda não mudou — e é o mais importante:
As sinalizações foram apresentadas em reunião, mas ainda não estão oficializadas. Portanto, empresas e profissionais da contabilidade devem continuar considerando os prazos atualmente vigentes até que novos atos sejam publicados.

Sinalização não é norma. Reunião não é Diário Oficial. Até que um novo ato normativo seja publicado — uma Resolução CGSN, um Ato Conjunto ou uma IN da Receita —, o prazo continua sendo 30 de setembro de 2026.


Por que essa sinalização acontece agora — e o que está por trás

Esta sinalização não surgiu do nada. Ela é uma resposta a um problema real que o Fisco identificou nas últimas semanas: a maioria das empresas do Simples Nacional não está pronta para tomar a decisão do Simples híbrido.

Como a pesquisa da Omie revelou (artigo de 11/09): 48% das PMEs ainda não tinham se preparado para setembro. Com 12 dias restantes e a janela prestes a fechar, o risco de milhões de empresas entrarem em 2027 com a escolha errada — ou sem escolha consciente — é real.

Há também uma preocupação operacional: o mecanismo de recolhimento separado de IBS e CBS por empresas do Simples ainda tem aspectos técnicos não totalmente resolvidos. O CNPJ técnico sinalizado é justamente a tentativa de resolver esse problema operacional antes que o regime híbrido entre em vigor.

Uma das principais preocupações está relacionada à primeira escolha das empresas do Simples Nacional sobre a forma de recolhimento do IBS e da CBS — especialmente se os sistemas bancários e os emissores de nota fiscal já estão prontos para operacionalizar o recolhimento separado em janeiro de 2027.


Os três cenários possíveis a partir de hoje

Com a sinalização feita mas sem oficialização, há três caminhos possíveis:

Cenário 1 — O adiamento é oficializado antes de 30 de setembro

O Fisco publica um novo ato normativo estendendo o prazo para a opção do Simples híbrido — talvez para março de 2027, coincidindo com a janela já existente para o 2º semestre.

Impacto: A pressão de setembro sobre a decisão de IBS/CBS diminui. Empresas que não decidiram ganham mais tempo. Mas a opção pelo Simples Nacional em si (para quem está fora do regime) continua com prazo de 30/09.

Probabilidade: Possível. O Fisco claramente reconhece o problema. Mas a publicação antes de 30/09 depende de aprovação pelo CGSN — que envolve estados e municípios além da Receita Federal.

Cenário 2 — O adiamento não é oficializado antes de 30 de setembro

Os sistemas e a máquina legislativa não dão conta de publicar o novo ato antes do final do mês. O prazo de 30/09 se mantém.

Impacto: Quem esperou a oficialização perdeu a janela para optar pelo híbrido no 1º semestre de 2027. A próxima chance é março/2027 — mas já com 6 meses de regime padrão.

Probabilidade: Também possível. A janela de 12 dias é curta para aprovar uma mudança normativa que envolve múltiplos entes (Receita Federal, estados e municípios via CGSN).

Cenário 3 — O adiamento é oficializado depois de 30 de setembro

O novo ato sai em outubro, estendendo retroativamente ou criando uma nova janela para quem não decidiu em setembro.

Impacto: Alivia quem perdeu setembro — mas cria incerteza para quem já tinha optado pelo híbrido. Juridicamente complexo.

Probabilidade: Menor. Mas é o cenário que o CNPJ técnico pode abrir caminho — ao resolver o problema operacional, facilita uma extensão do prazo.


O que essa sinalização NÃO muda

Independentemente de como o Cenário 1, 2 ou 3 se desenrola, estes pontos permanecem inalterados até nova publicação oficial:

1. O prazo de opção pelo Simples Nacional (não pelo híbrido) é 30/09.
A sinalização de hoje se refere à decisão sobre IBS/CBS — não à opção pelo Simples Nacional em si. Quem está fora do Simples e quer entrar em 2027 ainda precisa solicitar até 30 de setembro. Isso não foi tocado na sinalização.

2. O PGDAS-D de agosto vence na sexta-feira, 18 de setembro — hoje.
Como o dia 20 cai em domingo, as contribuições previdenciárias sobre a folha de agosto precisam ser recolhidas até hoje, sexta-feira 18. Isso não tem relação com o Simples híbrido e não muda.

3. O Desenrola MEI encerra em 30/09.
A sinalização não afeta o prazo do Desenrola MEI para regularização de dívidas na PGFN.

4. A DITR vence em 30/09.
Proprietários de imóvel rural ainda precisam entregar até 30 de setembro.


O que fazer agora — a estratégia correta diante da incerteza

A sinalização cria incerteza — mas incerteza não é motivo para paralisar. A estratégia correta depende do perfil da empresa:

Se sua empresa vende principalmente para pessoa física (B2C)

Ação: Não precisa esperar. Manter o IBS/CBS dentro do DAS (padrão) é a decisão correta para o perfil B2C — independentemente de qualquer adiamento. O consumidor final não usa crédito tributário. Confirme sua regularidade no Simples e siga em frente.

Se sua empresa vende principalmente para PJ do Lucro Real/Presumido (B2B)

Ação: Acompanhe os próximos dias com atenção. Se o adiamento for publicado antes de 25/09, você ganha mais tempo para decidir com mais informação. Se não for publicado até 25/09, tome a decisão com base no cenário atual — não espere a última semana do mês.

A lógica: se o adiamento não vier, e você não optou pelo híbrido, ficará no padrão até junho de 2027 enquanto seus concorrentes que optaram já geraram crédito pleno para os clientes PJ. O custo de errar para este perfil é maior.

Se sua empresa está fora do Simples e precisa entrar em 2027

Ação: Não espere pelo adiamento — ele não afeta você. Solicite a opção pelo Simples o quanto antes. Qualquer indeferimento por pendência precisa de tempo para ser resolvido.

Se você ainda não sabe qual é o seu perfil

Ação: Fale com um contador hoje. A sinalização de hoje é um bom motivo para finalmente ter essa conversa — o cenário está se tornando mais complexo, não mais simples.


O CNPJ técnico: o que é e por que importa

Este é o elemento mais novo da sinalização de hoje — e o menos compreendido:

O CNPJ técnico seria um identificador específico criado para que empresas do Simples Nacional possam recolher IBS e CBS separadamente, sem que isso gere confusão com o CNPJ principal da empresa.

O problema operacional atual é que, ao optar pelo Simples híbrido, a empresa do Simples precisa apurar IBS e CBS separadamente — como se fosse uma empresa do regime regular para esses dois tributos especificamente. Mas os sistemas de emissão de nota, as plataformas de pagamento e os bancos reconhecem o CNPJ da empresa como "Simples Nacional" — o que pode gerar conflito no processamento.

O CNPJ técnico resolveria esse conflito criando um identificador "virtual" para a apuração separada de IBS/CBS, sem alterar o CNPJ principal da empresa.

Se implementado, tornaria o Simples híbrido tecnicamente mais viável — o que reforça a probabilidade de que o prazo seja estendido junto com a criação desse mecanismo.


O que monitorar nos próximos dias

Com 12 dias restantes e essa sinalização em aberto, os próximos dias são críticos. Monitore:

O Diário Oficial da União — qualquer nova Resolução CGSN ou Ato Conjunto que altere os prazos de setembro aparecerá aqui primeiro.

O Portal do Simples Nacional (gov.br/simplesnacional) — a Receita Federal publica comunicados oficiais sobre mudanças no regime.

Os portais contábeis — Contábeis, Jornal Contábil e Notícias Fiscais vão cobrir qualquer oficialização imediatamente.

A Acies — acompanharemos e publicaremos qualquer atualização relevante assim que for oficializada.

⚠️ Regra de ouro: Enquanto o Diário Oficial não publicar nada diferente, o prazo é 30 de setembro. Tome decisões com base no que está vigente — não no que está sendo estudado.


Checklist: o que fazer hoje, 18 de setembro

  • 1. Verificar se as contribuições previdenciárias sobre a folha de agosto foram recolhidas — prazo é hoje (sexta, 18/09), pois o dia 20 cai em domingo
  • 2. Identificar o perfil da empresa (B2C ou B2B) para saber se a decisão do híbrido é urgente para você
  • 3. Acompanhar o Diário Oficial nos próximos dias para confirmar se o adiamento será publicado antes de 30/09
  • 4. Se perfil B2B e sem decisão tomada: definir um prazo limite interno para decidir — sugere-se 25/09 como última data segura
  • 5. Se perfil B2C: confirmar que o Simples está regular e não fazer nada sobre IBS/CBS — o padrão já é a escolha certa
  • 6. Verificar que a opção pelo Simples Nacional (para quem está fora) está protocolada ou será protocolada antes de 30/09 — a sinalização não afeta esse prazo
  • 7. Verificar o Desenrola MEI se há dívidas na PGFN — prazo 30/09 não foi afetado
  • 8. Verificar a DITR se tem imóvel rural — prazo 30/09 não foi afetado
  • 9. Consultar o contador para avaliar se a sinalização de hoje muda a estratégia para o seu caso específico
  • 10. Não tomar decisão de esperar indefinidamente — se o adiamento não vier antes de 25/09, decidir com base no cenário atual

FAQ — Perguntas frequentes

1. O prazo de 30 de setembro foi adiado?
Não — ainda não. O secretário da Receita Federal sinalizou que o Fisco estuda um adiamento, mas as medidas ainda não estão oficializadas. O prazo vigente continua sendo 30 de setembro de 2026.

2. Posso esperar a oficialização para decidir?
Depende do perfil. Se for B2C, a decisão já é clara (ficar no padrão) — não precisa esperar nada. Se for B2B e ainda não decidiu, pode monitorar até 25/09. Depois disso, decidir com base no cenário atual é mais seguro do que esperar os últimos dias.

3. O adiamento também afeta a opção pelo Simples Nacional?
Não. A sinalização se refere especificamente à decisão sobre IBS/CBS (Simples híbrido) — não à opção pelo Simples Nacional em si. Empresas fora do Simples que precisam entrar em 2027 continuam com prazo de 30/09 sem mudança sinalizada.

4. O que é o CNPJ técnico?
É um mecanismo estudado pelo Fisco para facilitar o recolhimento separado de IBS e CBS por empresas do Simples híbrido, sem conflito com o CNPJ principal. Ainda é estudo — não foi implementado.

5. Por que a Receita está estudando adiar agora, às vésperas do prazo?
Provavelmente porque identificou que as empresas não estão preparadas e que os sistemas operacionais do Simples híbrido ainda têm lacunas técnicas. O CNPJ técnico é justamente a tentativa de resolver essas lacunas.

6. Se o adiamento for publicado depois de 30/09, quem já optou pelo híbrido pode cancelar?
Juridicamente complexo. Se um novo ato for publicado após 30/09 estendendo o prazo, haverá questões sobre o tratamento de quem já optou e de quem ainda não optou. Aguarde a publicação oficial antes de qualquer ação.

7. E o PGDAS-D de agosto? O prazo mudou?
Sim — mas não por causa da sinalização de hoje. Como o dia 20 cai em domingo, o PGDAS-D de agosto e as contribuições previdenciárias sobre a folha precisam ser recolhidos até hoje, sexta-feira 18 de setembro.

8. Onde acompanho se o adiamento for publicado?
No Diário Oficial da União (in.gov.br), no Portal do Simples Nacional (gov.br/simplesnacional) e nos portais contábeis especializados.


Conclusão: a sinalização não é o adiamento — mas é um sinal de que setembro ficou mais complexo

A reunião de hoje entre a Receita Federal e o Sebrae confirmou o que muitos já suspeitavam: setembro de 2026 é tecnicamente mais complicado do que o calendário sugeria. O Fisco reconhece que as empresas não estão prontas, os sistemas ainda têm lacunas e a decisão do Simples híbrido precisa de mais suporte operacional.

Mas a sinalização não é a norma. E enquanto a norma não mudar, o prazo é 30 de setembro.

Para o empresário que estava esperando um sinal para tomar a decisão, este é o momento de decidir se vai continuar esperando ou se vai agir com base no que está vigente. Para quem tem perfil B2C, a espera não tem custo — a decisão já é clara. Para quem tem perfil B2B e contratos com clientes PJ que se importam com crédito tributário, cada dia sem decisão é um dia de risco desnecessário.

A Acies está monitorando qualquer publicação oficial que altere os prazos de setembro e vai atualizar os clientes imediatamente. Mas enquanto isso não acontece, o que temos é: 12 dias de prazo, incerteza sobre um possível adiamento e a necessidade de uma decisão informada.

👉 A Receita sinaliza possível adiamento do prazo do Simples híbrido. Quero entender se isso muda algo para minha empresa antes de 30/09 — falar com a Acies agora


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