💡 Novidade quentíssima: O governo federal confirmou que está finalizando o Desenrola MEI — um programa inédito de renegociação de dívidas exclusivo para Microempreendedores Individuais. A iniciativa prevê desconto de até 70% sobre juros e encargos, parcelamento em até 12 anos e parcela mínima de R$ 25 por mês para débitos de até R$ 20 mil. A proposta deve ser apresentada ao Congresso nos próximos dias. Em paralelo, o governo negocia a elevação do teto do MEI de R$ 81 mil para até R$ 140 mil até 2028. Fontes: CNN Brasil (30/06/2026); Portal Em Tempo / O Globo / Folha de S.Paulo (24/06/2026); Jornal Cruzeiro (29/06/2026); Ministério da Fazenda / gov.br (29/06/2026).
Se você é MEI e tem DAS em atraso — seja de alguns meses ou de vários anos — esta pode ser a melhor notícia tributária do segundo semestre de 2026. O governo federal está finalizando um programa de renegociação de dívidas desenhado especificamente para a realidade do microempreendedor individual: condições que nenhum programa anterior ofereceu, com desconto real sobre o que você deve e parcelas que cabem no seu caixa.
A iniciativa pretende alcançar 4 milhões de profissionais cadastrados. Para facilitar a regularização, o governo federal vai oferecer um abatimento de até 70% nos débitos em aberto, com prazos de pagamento que se estendem por até 12 anos.
O programa ainda não foi lançado oficialmente — mas já foi confirmado pelo Ministério do Empreendedorismo, detalhado pelo ministro Paulo Pereira em entrevista e noticiado pelo O Globo e pela Folha de S.Paulo com informações da equipe econômica. A proposta deve ser apresentada ao Congresso nos próximos dias, em paralelo à discussão sobre o novo teto de faturamento do MEI.
Com base nas informações divulgadas pelo Ministério do Empreendedorismo e confirmadas por múltiplas fontes jornalísticas, estas são as condições já anunciadas:
| Condição | Detalhe confirmado |
|---|---|
| Desconto máximo | Até 70% sobre juros e encargos |
| Prazo de parcelamento | Até 12 anos (144 meses) |
| Parcela mínima | R$ 25 por mês |
| Teto do débito | Dívidas de até R$ 20 mil |
| Público-alvo | MEIs inadimplentes com débitos tributários |
| Formato | Transação tributária (nos moldes do Desenrola Empresas) |
| Data de lançamento | Não confirmada — "nos próximos dias" |
⚠️ Atenção: As condições acima são as anunciadas até 30/06/2026. As regras definitivas serão publicadas pelo governo quando o programa for oficialmente lançado. Acompanhe as atualizações e conte com um contador para analisar seu caso específico antes de aderir.
Para entender o tamanho da oportunidade, é preciso entender como funciona uma dívida de MEI que ficou anos em aberto.
Imagine um MEI que deixou de pagar o DAS de R$ 70 por mês durante 3 anos (36 meses). O valor original devido seria de R$ 2.520. Mas sobre esse valor incidem:
Valor total da dívida com multa e juros: R$ 3.780 a R$ 4.032
Com o desconto de 70% sobre juros e encargos (multa + juros):
Em outras palavras: o programa pode permitir que um MEI quite anos de dívida pagando menos do que pagaria se tivesse regularizado mês a mês.
Com base nas informações divulgadas, o programa deve ser voltado para:
A expectativa do governo é que o programa permita que milhares de MEIs regularizem sua situação junto ao Fisco, recuperem o acesso a benefícios e linhas de crédito e voltem a exercer suas atividades de forma regular.
O Desenrola MEI não vem sozinho. Em paralelo, o governo está negociando com o Congresso a maior mudança estrutural do MEI desde sua criação:
A proposta avaliada pelo governo para o reajuste no teto de faturamento dos MEIs pode ter limite de R$ 140 mil. O novo enquadramento está em negociação com o Congresso Nacional e tem impacto estimado em R$ 50 bilhões por ano em renúncia fiscal. Atualmente, o limite é de R$ 81 mil por ano. A proposta negociada prevê um escalonamento de dois anos, chegando a R$ 140 mil em 2028.
Além disso, o governo também pretende ampliar o número máximo de funcionários que podem ser contratados pelos microempreendedores individuais. Atualmente, o MEI pode empregar apenas um trabalhador. Pela proposta, esse limite passará para dois empregados.
Para muitos MEIs que hoje faturam entre R$ 81 mil e R$ 140 mil e são obrigados a migrar para ME (com toda a complexidade tributária que isso implica), essa mudança pode representar a possibilidade de permanecer no regime mais simples por mais tempo.
A tentação de esperar o lançamento oficial para tomar qualquer decisão é natural. Mas há três razões para agir agora:
1. O prazo de exclusão do Simples Nacional de junho ainda está aberto.
Como abordamos no artigo de ontem, 1,103 milhão de MEIs e pequenas empresas receberam termos de exclusão com prazo se encerrando agora em junho. Mesmo que o Desenrola MEI seja lançado, ele não suspende automaticamente esse prazo. Quem pode regularizar agora, deve regularizar agora.
2. Você precisa saber exatamente o que deve antes de negociar.
O Desenrola MEI vai exigir que você saiba o valor exato dos seus débitos, onde estão (Receita Federal ou Dívida Ativa da PGFN) e em qual situação se encontram. Esse levantamento precisa ser feito antes de aderir — e um contador pode fazer isso em minutos.
3. As melhores condições tendem a ser para quem adere cedo.
Programas de renegociação tributária costumam ter janelas de adesão limitadas. Quem chega preparado (com o levantamento de débitos já feito, os documentos em ordem e a estratégia definida) consegue as melhores condições. Quem chega correndo na última semana, muitas vezes perde oportunidades.
O Desenrola MEI não surgiu do nada. É uma resposta a um problema estrutural reconhecido pelo próprio governo:
O governo federal anunciará um conjunto de medidas voltadas aos MEIs, incluindo renegociação de dívidas tributárias, argumentando que as medidas buscam fortalecer e ampliar oportunidades para mais de 16 milhões de MEIs formalizados no Brasil.
E o histórico de inadimplência confirma a urgência: como noticiamos ontem, no encerramento de 2025, o fisco monitorava 340 mil microempreendedores por quebra de refinanciamentos, dos quais mais de 250 mil acumulavam ao menos seis parcelas em atraso. São MEIs que querem pagar — mas precisam de condições que caibam no seu caixa.
O Desenrola MEI, se lançado com as condições anunciadas, pode ser exatamente isso.
Acesse o Portal do Simples Nacional e o e-CAC para identificar todos os DAS em atraso ainda na Receita Federal. Para dívidas mais antigas, acesse o Portal Regularize da PGFN para verificar o que já foi inscrito na Dívida Ativa.
Verifique se o total de débitos está dentro do teto de R$ 20 mil previsto para o programa. Se estiver acima, pode ser necessário uma estratégia diferente.
Confirme se o CNPJ está ativo, se você ainda está enquadrado no SIMEI e se há outros impedimentos além dos débitos — como CNAE irregular, excesso de faturamento ou sócios com pendências.
Quando o Desenrola MEI for lançado, você precisará de: CNPJ, CPF, acesso ao gov.br (nível Prata ou Ouro), comprovante de rendimentos e extrato de débitos. Organize agora.
Programas de renegociação tributária têm regras específicas sobre o que pode e o que não pode ser incluído. Um contador verifica se todos os seus débitos são elegíveis, se há algum que não compensa incluir e qual a melhor estratégia de adesão para o seu caso.
1. O Desenrola MEI já foi lançado oficialmente?
Não até 30/06/2026. O programa foi confirmado pelo Ministério do Empreendedorismo e detalhado em múltiplas fontes jornalísticas, mas as regras definitivas e a data de adesão ainda serão divulgadas. Acompanhe as atualizações.
2. O desconto de 70% é sobre o valor total da dívida?
Não. O desconto é sobre juros e encargos — ou seja, sobre a multa e os juros que incidiram sobre o valor original do débito. O principal (o valor do DAS que você devia) não tem desconto. Mesmo assim, para dívidas antigas, isso representa uma economia expressiva.
3. Quem tem dívida acima de R$ 20 mil pode participar?
Com base nas informações divulgadas até agora, o foco do programa são débitos de até R$ 20 mil. MEIs com dívidas maiores podem precisar de outras modalidades de negociação — como o parcelamento ordinário ou a transação individual na PGFN.
4. O Desenrola MEI substitui o parcelamento ordinário já existente?
Não. O parcelamento ordinário do MEI (em até 60 meses) continua disponível. O Desenrola MEI será uma opção adicional, com condições mais vantajosas para um perfil específico de devedor.
5. MEI que já tem parcelamento ativo pode aderir ao Desenrola MEI?
As regras definitivas ainda serão publicadas. Em programas anteriores (Desenrola Empresas, REFIS), quem tinha parcelamento ativo podia migrar para as novas condições, mas com requisitos específicos. Aguarde o texto oficial.
6. O novo teto de R$ 140 mil já está valendo?
Não. A proposta ainda está em negociação com o Congresso. A previsão é chegar a R$ 140 mil gradualmente, com escalonamento até 2028. A aprovação depende de votação no Congresso.
7. Se o teto subir para R$ 140 mil, minha empresa precisa fazer alguma coisa?
Quem hoje fatura entre R$ 81 mil e R$ 140 mil como ME e estaria enquadrado no novo teto do MEI precisará analisar se compensa migrar de volta — porque o regime MEI tem limitações (um funcionário, atividades permitidas, sem separação de patrimônio). Um contador faz essa simulação.
8. Onde vai ser feita a adesão ao Desenrola MEI?
Provavelmente pelo Portal do Simples Nacional ou pelo Portal Regularize da PGFN, nos moldes dos programas anteriores. As instruções exatas serão divulgadas no lançamento oficial.
O Desenrola MEI pode ser o maior programa de regularização tributária para microempreendedores da história recente do Brasil. Desconto de até 70%, parcelas a partir de R$ 25 e até 12 anos para pagar — condições que tornam a regularização acessível para quem sempre quis pagar mas não conseguia.
Mas como todo programa tributário, o Desenrola MEI vai exigir preparação: saber exatamente o que você deve, onde estão seus débitos e qual a melhor estratégia de adesão para o seu caso. MEIs que chegarem preparados vão conseguir as melhores condições. Os que chegarem sem informação correm o risco de aderir errado — ou de perder o prazo.
A Acies pode fazer esse levantamento com você agora: identificar todos os seus débitos, calcular o impacto do desconto no seu caso específico e preparar sua estratégia para quando o programa for lançado.